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Entre Nós é um programa de residências artísticas que oferece tempo e lugar para artistas que desejem se dedicar a novas experimentações de suas poéticas, com a possibilidade de abrirem suas produções aos olhares de outros artistas, curadores e educadores, e ao público em geral.

O projeto é realizado pela OÁ Galeria - arte contemporânea, com curadoria de Clara Sampaio, e conta, em sua primeira edição, com apoio do Funcultura da Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo.

Em 2019, convidamos artistas para participar de residências motivadas por questões sobre a permeabilidade da arte ao seu entorno e a experiência coletiva como catalisadora de processos artísticos. Ao todo o projeto compreende duas residências no Mosteiro Zen Morro da Vargem (Ibiraçu) e duas na sede da OÁ Galeria (Vitória), ambos no ES. Entre os meses de junho e julho, recebemos a artista Juliana Pessoa (ES) na OÁ Galeria, e em agosto foi a vez do artista Alexandre Sequeira (PA) habitar a Estação Cultural do Mosteiro Zen Morro da Vargem. Em Setembro, xs artistas Max Willa Morais (RJ), Barbara Carnielli (ES), Marcelo Venzon (ES/SP), Luana Vitra (MG), Lorena Pazzanese (SP) e Esther AZ (MG), selecionadxs via convocatória pública, também irão ao Mosteiro, acompanhadxs das curadoras Clara Sampaio e Juliana Gontijo.

A quarta e última ação do projeto será uma residência de duas semanas de duração na OÁ Galeria - arte contemporânea. A pessoa selecionada receberá acompanhamento da equipe da OÁ Galeria e da curadora do projeto, Clara Sampaio, para realização de seus trabalhos, além de uma ajuda de custo. 


No final de cada residência, a/o artista convida o público para apresentar seu processo de criação e imersão em um encontro que pode assumir o formato de um bate-papo, apresentação de trabalhos, oficina e outros.

Como objeto final do projeto, também está prevista uma pequena publicação com registros da residência, cujo conteúdo será construído em colaboração com as/os residentes.

 

Clara Sampaio

Curadora do projeto Entre Nós

É artista visual, curadora independente e arquiteta. É Doutoranda em Arte Contemporânea pela Universidade de Coimbra, Portugal (2017-), Mestra pelo Programa de Pós-graduação em Artes (PPGA/UFES) com a pesquisa Curadoria e prática artística: reflexões sobre a curadoria contemporânea e o trânsito entre as atuações do artista e do curador (2016) e Bacharel em Arquitetura e Urbanismo pela mesma Universidade (2011). Atua como curadora independente e designer de exposições. Já expôs seu trabalho em exposições coletivas no Brasil, Portugal, Alemanha e Estados Unidos, e organizou inúmeros eventos de arte no Espírito Santo, entre eles o projeto ​Cá Entre Nós 2​ 018, em parceria com a OÁ Galeria e a ​Cápsula - curso extensivo em arte contemporânea (em 2017, com o curador Gabriel Menotti), ambos contemplados por Editais de Cultura da SECULT/ES, além de exposições, cursos e publicações. Foi curadora das exposições ​O véu do Real de Re Henri e ​Táticas de Graffiti e Não Graffiti d​ e Renato Ren (ambas na Galeria Homero Massena, Vitória, 2017); Liames (2017, Cristhina Bastos e Kyria Oliveira na Galeria Casarão (Viana) e no MARCO (Museu de Arte Contemporânea do Mato Grosso do Sul), Estudos de Recepção - arte contemporânea em espaços domésticos ​(Vitória e Vila Velha, 2015); ​Formas de Voltar para Casa com os artistas Haroldo Saboia, Fernanda Porto, Thais Graciotti e Polliana Dalla (Centro de Vitória, 2014), entre outras.

http://clrsampaio.wixsite.com/clarasampaio

Juliana Gontijo

Curadora convidada da Residência Coletiva

É pesquisadora, docente e curadora independente. Atualmente finaliza seu doutorado em História e Teoria da Arte pela Universidade de Buenos Aires. É especialista em Linguagens Artísticas Combinadas pelo Universidad Nacional de las Artes (Buenos Aires), graduada em estudos cinematográficos pela Universidade Sorbonne Nouvelle (Paris) e em Historia da Arte e Arqueologia pela Universidade Le Mirail (Toulouse, França). Coordenou exposições na Fundação PROA (Buenos Aires, 2012), na FUNCEB-Buenos Aires (2008- 2009), além de ter elaborado e coordenado o projeto de residência artística Arte in loco, entre Buenos Aires e Rio de Janeiro (prêmio Rede Nacional Funarte 2009). Em 2014 publicou o livro Distopias tecnológicas (Ed. Circuito; Bolsa de Estímulo à Produção Crítica da Funarte). Entre as curadorias realizadas, destacam-se: Instabilidade estável (Temporada de Projetos 2014, Paço das Artes, São Paulo), ALTERMÁQUINA (Instituto Di Tella, Buenos Aires, 2015) e Território, Povoação (em co-curadoria com Gabriel Bogossian; Premio C.LAB, Blau Projects, São Paulo, 2016). Participou como crítica e curadora do Programa de Artistas 2015 da Universidade Di Tella (Buenos Aires). Durante 2013 e 2014, foi docente de Estética e Teoria da Arte no Instituto de Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente é professora adjunta no IHAC-CFArtes na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Porto Seguro, Brasil.

https://juligontijo.wordpress.com/

 

Residência Coletiva

 

Max Willa Morais [RJ]

Pessoa mestranda em Educação/PPGE-URFJ (2019-2021), especialização em relações étnico-raciais na educação básica/PROPGPEC CPII (2019-2020) e graduada em Artes Visuais-licenciatura/UERJ (2016). Integra o projeto Experiências Indiciais/UERJ (2016), pelo qual realizou a produção executiva do Seminário e Mostra Entre a Natureza e o Artifício (2017) do Programa de Pós-graduação em Artes/UERJ; realiza acompanhamento artístico no Programa Formação e Deformação/EAV Parque Lage (2019); e pesquisa educação e culturas das periferias pelo Instituto Maria e João Aleixo (2018-2019). Recentemente participou com Daniel Santiso da residência artística Despina/RJ (2019) e publicou com sua tia Gracilene Guarani o texto Capítulo 1, Anotações para um livro, em narrativas da experiência negra (Org. Maria Gilda, editora Metanóia, 2019). Organizou com Daniel Santiso e com Lorran Dias a Semana Cinerama, Mostra Independente de Cinema e Videoarte com colaboração da UFRJ, da UERJ e de centros culturais no Rio de Janeiro, nas edições 2016 e 2017. Assina a direção e o roteiro com Daniel Santiso de ''A poeira não quer sair do esqueleto'' (2018), documentário experimental exibido no Brasil, Uruguai, Sibéria, Emirados Árabes e Índia entre outros lugares. Participou com Aline Besouro do Grupo MAD, de 2012 a 2016, com trabalhos no campo do figurino, da performance e do vídeo. Além de ter trabalhado com educação no Museu de Arte do Rio (2015-2017). Seus trabalhos investigam histórias em acervos públicos, situações geográficas e relações materiais/imateriais com pessoas e objetos.

Residências individuais

OÁ Galeria - arte contemporânea e Mosteiro Zen Morro da Vargem

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Juliana Pessoa (ES)

18 de junho a 05 de julho de 2019

A residência da artista aconteceu na OÁ Galeria e em seu entorno entre junho e julho de 2019. Em seu dia-a-dia, a artista mergulhou em uma investigação sobre o universo dos sertanistas e Canudos, produzindo uma série de desenhos. No final de sua experiência, organizou um bate-papo com a participação do Prof. Fernando Pessoa, em que compartilhou com o público um pouco de seu processo criativo.

Alexandre Sequeira (PA)

08 a 18 de agosto de 2019

O artista habitou a Estação Cultural do Mosteiro Zen Morro da Vargem em agosto de 2019. Durante a imersão, Alexandre recebeu diversos grupos de visitantes, que interagiam com seu trabalho, inclusive produzindo objetos que podiam levar para casa. Posteriormente, o artista participou de diversos encontros abertos ao público, no Mosteiro, na OÁ Galeria e na Universidade Federal do Espírito Santo.

 

Juliana Pessoa

OÁ Galeria - Arte Contemporânea

"Há cerca de quatro anos, realizo uma pesquisa plástica, na área do desenho, a partir de fotografias e textos relacionados à memória e à história do massacre de Belo Monte (guerra de Canudos). Em 2018, essa pesquisa foi selecionada pelos editais de ocupação do Complexo Cultural Teatro Deodoro, em Maceió; da Galeria de Arte da UFF, em Niterói; bem como recebeu o apoio do Programa Rumos Itaú Cultural para se desdobrar em uma residência artística na cidade de Canudos, entre julho e agosto de 2019. 


Quando aceitei o convite para participar do projeto de residências na OÁ Galeria, logo vi a possibilidade de utilizar esse tempo e esse espaço como uma oportunidade de me preparar para a experiência em Canudos. Nesse sentido, a ideia desse projeto é, portanto, promover uma prática intensiva de desenho, nos moldes do curso Procedência e Propriedade, que fiz em 2017, com o professor Charles Watson. Um dos principais objetivos do curso é gerar uma situação de intenso foco de energia, disciplina e compromisso em relação ao trabalho, a fim de estimular tanto nosso vocabulário plástico, quanto nossos processos de criação. Tudo isso por meio da produção de uma série de desenhos de observação, ao longo de várias horas de trabalho diário ininterrupto. 


Assim, a residência na galeria, além de propiciar um resultado concreto, por meio da produção de uma série de desenhos, pretende também alcançar esse limiar ético-poético-prático, constituindo-se, assim, como uma importante etapa preparatória para a vivência em Canudos."

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Juliana Pessoa é artista plástica, possui graduação em artes e mestrado em filosofia, pela UFES. Já trabalhou como mediadora de arte-educação e professora de artes e filosofia. Hoje mantém seu ateliê na Ponta da Fruta (ES). Participou do curso Propriedade e Procedência, bem como do workshop O Processo Criativo, ambos ministrados pelo professor Charles Watson. Já realizou três exposições individuais: recordações de criança, na Galeria Homero Massena; encorpo(r)ação, na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES; e oba: entre deuses e homens, no Museu Capixaba do Negro. Em 2018, teve seu projeto Nonada selecionado por três editais: o da Galeria de arte da UFF; da Pinacoteca da UFAL; e do Complexo Cultural Teatro Deodoro, em Alagoas. Também nesse ano, foi convidada a expor sua pesquisa sobre candomblé na Semana da Cultura Brasileira, na cidade de Sófia, Bulgária.

http://pessoaypessoa.blogspot.com/

Alexandre Sequeira

Estação Cultural do Mosteiro Zen Morro da Vargem

"Gostaria de partir de uma questão que, em sua natureza, é metafísica: o que é Arte? Ou ainda,

onde esta questão coincide com outra questão de natureza existencial: qual o sentido da vida?

Viver, segundo Friedrich Nietzsche, não é apenas adaptar-se às circunstâncias externas. A vida

é antes de tudo, atividade criadora; atividade formadora. O conceito de Doutrina da Vontade

Criadora, por ele apresentada, é definida como a vontade de interpretar o mundo – vontade

essa que estabelece uma intrínseca relação entre arte, vida e pensamento. A vida como vontade

de potência, como eterno superar-se; é, antes de tudo, atividade criadora e como tal é alguma

coisa que quer expandir sua força, crescer, gerar mais vida.

Os mecanismos que operam nesse esgarçamento dos limites que separam o “sujeito empírico”

do “sujeito artista” (onde ocorrem os deslocamentos Arte/Vida), sinalizam para a compreensão

do corpo como um meio pelo qual esse sujeito processa o ato criativo, assim como a produção

do que se entende por obra como elemento intercessor junto a um sistema de mediação ou

circuito. Nesse sentido, os enunciados artísticos se fazem numa linha fronteiriça entre o

indivíduo e o mundo. Um limite permeável, tátil, poético – menos fronteiriço e mais uma zona

quente e porosa, onde forças livres e disponíveis podem tanto carregar de energia quanto

dissolver planos pré-estabelecidos. Um território onde as coisas se movem num fluxo que

pressupõe aproximações e/ou afastamentos, tangências, atritos e contaminações.

Penso na possibilidade de juntos analisarmos os enunciados poéticos enquanto uma cartografia

emocional de uma sociedade, já que a elaboração de formas se constitui num aspecto essencial

da condição humana. Nesse sentido, o artista é compreendido enquanto um ser que tem como

projeto criar formas renovadas da existência coletiva e carrega consigo um tipo de pensamento

que obedece à lógica da emoção e da sensibilidade. Tal lógica nos faz reconhecer que todo o

enunciado poético pressupõe, essencialmente, entender a vida que o anima.

Para tanto, sugiro alguns eixos norteadores para refletirmos acerca de proposições artísticas

dessa natureza:

• Como se configuram esses encontros? Como se estabelece a adesão do “outro” e em

que medida isso se reflete nas bases conceituais da obra?

• Como poderíamos analisar a relação temporal que acolhe essa experiência de

encontro?

• Quais as possíveis relações entre fato e apropriação criativa do acontecimento?

• Como pensar a experiência enquanto obra e suas possibilidades de apresentação?".

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Artista visual, é Mestre em Arte e Tecnologia pela UFMG, doutorando pela mesma instituição e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPa. Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social, tendo participado de diversas exposições e festivais no Brasil e exterior, podendo-se destacar Une certaine amazonie (Paris/França); Bienal Internacional de Fotografia de Liège/Bélgica; Exposição no Centro Cultural Engramme (Quebec/Canadá); X Bienal de Havana/Cuba; Paraty em Foco 2009. Tem obras no acervo do Museu da UFPa; Espaço Cultural Casa das 11 Janelas/Pará; Coleção Pirelli/MASP- SP, Museu de Arte do Rio – MAR, Museu da Fotografia do Ceará/Ceará, Museu de Arte Contemporânea do RS; Coleção de Fotografia da Associação Brasileira de Arte Contemporânea/SP e AMBA Collection – Art of Africa, Brazil and Caribbean/Portugal-Itália.


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